Com
o declínio do comércio de tecidos importados, avança no mercado
a "revolução da roupa pronta". É o tempo da produção
em série, quando começa a mudança de hábito de comprar o pano
e mandar confeccionar. Neste interim o comércio de couros e
peles passa a ter uma participação dominante no mercado, onde
o couro era utilizado muito em roupas e cintos, sendo o único
concorrente para o tecido. 0 sucesso e a liderança neste novo
mercado foram comprovados com a construção, em 25 de março de
1962, de sua sede própria um prédio de 3 andares, no
Taboão, onde se localiza até hoje sua matriz. Vem a "Aliança
para o Progresso" e o mercado vê-se, de repente, invadido
por produtos americanos, principalmente derivados de petróleo.
É o tempo do nylon, plásticos e tecidos sintéticos, os quais,
com seus preços baixos, começaram a fazer frente ao mercado
do couro. Os irmãos Ruas, a esta altura já com a valiosa colaboração
do sócio e irmão mais ve1ho, Carlos, não vacilam: são os primeiros
a trazer os vários tipos de plásticos e tecidos sintéticos para
Salvador. Em 1964, morre Antonio Ruas. Para dar continuidade
à obra do pai, a Ruas Couros & Peles Ltda associa-se à Ruas
& Cia Ltda, deslocando um dos seus sócios, Jayme, o qual,
com sua visão e apoio financeiro da nova associada, realiza
radical transformação, adaptando a "velha e pioneira"
Casas Ruas aos tempos modernos
e aos moldes que o comércio exigia.