A
coragem e a garra dos Ruas mantiveram-se fortes mesmo diante
de tragédias que abalaram a Bahia: em 30 de abril de 1979, o
sócio Manoel Pereira de Souza é brutalmente assassinado ao reagir
a assalto na filial da Calçada, que gerenciava com dinamismo
e competência. Em 1991, um gigantesco incêndio destrói parte
do Centro Histórico do Comércio, transformando em cinzas a tradicional
Casas Ruas, justamente no ano em que completaria 70 anos de
fundação. A determinação dos Ruas transforma a tragédia em estimulo
para uma grande virada: numa homenagem ao patriarca Antônio,
o Grupo Ruas parte para uma sexta loja, hoje gerenciada pelas
sócias e filhas do "velho" pioneiro (Lourdes, Regina,
Leopoldina e Claricinha. É por isso que hoje, quando alguém
que conhece os velhos tempos quer se referir à saga vitoriosa
desta fami1ia de desbravadores, resume tudo num titulo, como
se fosse e é um titulo de honra ao mérito concedido
pela história do mundo dos negócios na Bahia: DA CASIMIRA AO
RESVESTIMENTO SINTÉTICO, DESDE 1921, UMA HISTÓRIA DE
PIONEIRISMO E SUCESSO NO COMÉRCIO DE SALVADOR.